Uma técnica ousada insere organoides humanos em embriões de camundongo e reacende o debate sobre os limites da biotecnologia e da própria definição de humanidade.

Um novo experimento publicado pela revista Nature em junho de 2025 sacudiu as fronteiras entre o humano e o animal. Cientistas introduziram organoides — agregados celulares tridimensionais que simulam parcialmente tecidos — no líquido amniótico de camundongos grávidos, criando o que pode ser descrito como os primeiros camundongos contendo tecidos humanos funcionais nos estágios iniciais da vida. O feito, ainda em estágio experimental, é descrito por seus autores como “radical”, mas promissor. Por outros, soa como uma provocação ética: até onde devemos ir?
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